sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Texto de Encerramento do I Curta Cuité

É, estamos chegando ao fim do I Curta Cuité. Nesses 3 dias de festival pudemos vivenciar emoções intensas, pudemos ver e sentir, aqui neste teatro A cor e o cheiro da feira, através de um Olhar Particular de um cineasta que, de posse de uma câmera, muitas vezes sem ter tempo de Ensaio, conseguiu nos mostrar a Metafísica da existência para que possamos realizar a Travessia como sujeitos produtores de nossa subjetividade.
Na magia do cinema e do circo A Família Vidal bem que poderia acolher a animada Foca do Judeu, que talvez nem Irmãs tenha.
Não estamos aqui No Ventre da Poesia, mas aqui em Cuité, no meu Pé de Parede, onde mesmo Antes do Café do novo cinema brasileiro, Boni saía fazendo filmes, imortalizando histórias, eternizando personagens.
Ah, os cineastas, esses Peregrinos, que nos mostram que Fubo é bom, que tem que conseguir luz mesmo em dia Nublado, para conseguir colocar seu pensamento de Desassossego em filme e que nos dizem que é preciso dar um Capote para transformar o céu da boca beijada em um céu de boca morta.
A vocês, cineastas e suas equipes, que tem um pouco de Pedro Perilima dentro de si, nosso muito obrigado.

* Texto especialmente produzido para a Cerimônia de Encerramento do I Festival de Curtas de Cuité - O I Curta-Cuité.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um fim de noite agradável


Domingo... Um dia inteiro de chuva... Ninguém no MSN, Twitter ou Facebook... Tédio... Tudo parecia conspirar para mais um domingo chato, assim como tantos outros. De repente, um convite, farrinha com amigos no fim da tarde, início da noite.

Depois lanche no quiosque da 25, um "circular" pela cidade fria à noite. Amigos no Teatro Municipal. E aí começa o motivo desse post.





A CAAD está comemorando um ano de estréia e por esse motivo estão realizando uma série de espetáculos. Ontem à noite foi a noite da música, para minha surpresa e deleite. Convidados selecionados proporcionaram ao público momentos de excelente qualidade. Música boa, com bons intérpretes e musicistas. Realmente um fim de noite excepcional para um dia que não prometia nada. Surpresas boas, realmente acontecem de alguma forma.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sobre Não-Ser



Hoje me peguei pensando nisso: sobre o não-ser. É muito mais fácil não ser do quer ser. E ainda existe a dificuldade de Ser (com S maiúsculo). Todos dizem eu não sou isso, não sou aquilo, principalmente se isso ou aquilo forem características que não sejam tão legais. Mas, quem tem coragem de Ser realmente?

Um autor inglês chamado Willian Shakespeare imortalizou uma frase: "To be or not to be, that is the question. " (Trauzindo: Ser ou não ser, esta é a questão). Esse homem realmente é um sábio. A questão resume-se simplesmente nisso: ser ou não-ser.

Em uma sociedade onde tantos são, mas poucos São (veja o S maiúsculo), não-ser talvez seja realmente a escolha preferida de outros tantos, mas não menos poucos.

O não-ser não tem compromisso, responsabilidade, melhor de tudo, não tem agenda. Não-ser não não ocupa lugar no espaço.

Mas o não-ser não é só flores. Existe uma negação, uma inexistência desesperada, uma voz calada, silenciada, presa. Uma voz que quase ninguém escuta, mas que grita no âmago do silêncio, louca desarvorada, transcrita em gestos ou na falta destes.

O não-ser também pode virar Não-Ser (vejam as maiúsculas), existem os Não-Seres que se fazem notar, e esses incomodam demais. No ínfimo da insignificância em que vivem, esses Não-Seres, eles são capazes de mudar tudo de uma forma tão furtiva e dissimulada que os seres julgam e assumem que foram os autores das mudanças. Pobres seres escravos de suas próprias vaidades.

É, nesse mundo ninguém tá aqui de graça, nem de passagem. Shakespeare se foi, mas seu "to be or not to be", permanecem intrigando muta gente, até a aqueles que fazem de sua existência um não-ser.

No fim, entre o zero e o nada, a escolha é a mesma, já que o 10 e o tudo são impossíveis.


"Existem pessoas que tem dois olhos e não veêm um palmo à frente de seus olhos, e existem cegos que enxergam longe."

terça-feira, 26 de abril de 2011

Uma noite fantástica !

Hoje quando saí para caminhar por volta das 19:30 horas me deparei com mais uma noite fantástica na cidade de Cuité. A cidade estava coberta por uma densa cerração ou névoa, como queiram chamar.
As luzes da cidade juntamente com a névoa davam um ar de romantismo à noite, uma sensação de como diz Djavan: Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro. A noite perfeita.
O cheiro de terra molhada, o aroma dos eucaliptos, a névoa.
Lembrei-me instantaneamente da minha viagem a Gramado há mais ou menos um ano. Em um dos dias acordei e os hóspedes do hotel onde eu estava, estavam todos alvoroçados. A cidade estava coberta por uma densa névoa. Igualzinho como estava hoje à noite aqui em Cuité.
Hoje, à noite, nas ruas de Cuité poucas pessoas. Se fosse em Gramado, estava todo mundo na rua, admirado. As pessoas vão pra lá pra isso. E nós aqui não damos a menor importância.
Não são apenas os turistas que se admiram lá em Gramado. Os moradores saem as portas de casa, eles também recebem a beleza que a Natureza lhes oferece.
Aqui em Cuité, enquanto caminhava pelas ruas quase desertas, me bateu uma certa nostalgia.
Por que será que nós Cuiteenses não damos valor ao que temos?
Mesmo assim, para quem saiu nesse horário, viu um espetáculo da Natureza que é pra poucos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

No escurinho do cinema...

Ontem fui ao cinema (é, cinema sim) aqui em Cuité. Confesso que fui mais pela questão de ir mesmo do que pelo filme que estava sendo apresentado (Harry Potter 7 - Parte I). Fui para reviver a magia do cinema em si. As imagens grandes, o som alto, o cheiro e barulho da pipoca, que diga-se de passagem é único - a gente pode até fazer pipoca em casa, mas nunca fica com o mesmo sabor. Me espantou a quantidade de adolescentes que estiveram lá, acho até que as pessoas mais "idosas" do cinema eram eu e meu amigo. Mesmo em uma época onde as televisões domésticas ficam cada vez maiores, os aparelhos de home-teather já são acessíveis a todos, o velho e bom cinema ainda encanta. Assistir um filme em um ambiente de cinema é uma experiência única. Não tem televisão 3D nem som 7.1 que substituam esse clima. Talvez seja por isso que o velho e bom cinema resista às novas tecnologias domésticas de reprodução de filmes. Mas falava dos adolescentes e dizia que me impressionou a quantidade de jovens que lá estavam. Eram jovens que tem acesso a outras mídias mas que saíram de casa, em um domingo à noite, para ir ao CINEMA. Blu-rays, dvds, HDTV, Play 3, tudo substituído pela magia de passar mais de duas horas vendo Harry 7. O velho cinema, em Cuité diga-se de passagem velho mesmo (O Cine Atlas) hoje Teatro Municipal, ainda tem seu charme. Vi casais de namorados, paqueras, celulares nervosos em troca de mensagens, todo o frenesi que a 7ª Arte proporciona a nós cinéfilos de plantão. Valeu a pena, por tudo, pelo resgate do cinema, pela nostalgia, e até por Harry 7.

domingo, 20 de março de 2011

Filme bem interessante



Já faz algum tempo (ou aliás, muito tempo) que tinha curiosidade em assistir a esse filme e hoje, zapeando pelos canais da Sky, dou de cara com ele.
Com as atuações de Tom Cruise e Collin Farrell e a direção cuidadosa de Steven Spielberg, Minory Report: A nova lei, é um daqueles filmes que nos fazem pensar sobre o futuro.
Não apenas pelo visual do filme, que é espetacular, mas também pela questão dos jogos do poder. Pelo poder, se manipula, se mata, se morre.
Num futuro não muito distantes, filhos de pais viciados em uma nova droga, a neuróina, nascem com a capacidade de prever a violência. 3 dessas crianças são conectadas a um computador que faz a leitura mental dessas previsões.
Tudo perfeito. Um mundo sem crimes, sem violência. Até que um deslize mostra que nem tudo é perfeito.
E esse deslize compromete tudo o que já foi feito.
Assista a esse filme e tire suas próprias conclusões.
Até que ponto o poder pode interferir na vida das pessoas? Do que são capazes as pessoas para conseguir poder? Será que realmente o poder pode tudo?
Assistam...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sobre o Engraçado e o Trágico


Às vezes fico pensando o quanto são engraçadas e trágicas as pessoas humanas. Pessoas humanas sim, porque existem pessoas que não são humanas mesmo. Mas não é sobre a inumanidade das pessoas que quero escrever hoje.

Quero escrever sobre como as pessoas podem ser engraçadas e até patéticas quando se aliam cegamente a uma causa. Aliar-se requer reflexão, ponderação, maturidade.

Não podemos nos deixar levar pela tsunami que a opinião de uma grande quantidade de pessoas têm a respeito de algo sem que tenhamos ponderado, analisado, questionado acerca dessa opinião.

Mas falava isso por conta de como são tolas as pessoas que defendem os problemas causados por outros. É a falta de água, greve de polícia, aumento de taridas (inclusive da água que falta) 40%), profissionais demitidos por questões politiqueiras e, nós, sem vermos a realidade das coisas por termos nossas vista e mente ofucadas pela tsunami do grande bloco, criticamos ou apoianos, independente de nossos valores e pontos de vista pessoais.

As pessoas se deixam engolir, enganar...

Ah, a pateticidade da vida!!!

Seria até engraçado justificar o injustificável se o mesmo não fosse trágico!!!

Sob a nossa aprovação a fome se propaga, a violência se alastra, o descaso nos condena. Mas precisamos dessas notícias para vender jornais, revistas e outros produtos. (produtos?)

Lembro agora de Renato Russo dizendo: "é a estupidez o que destrói." Sábio poeta que optou sair "cedo demais" dessa vida engraçada e trágica.

No fim, como diz Alphonsus de Guimarães, "se nossos olhos vissem, se nossos ouvidos ouvissem e se sentíssimos a vida, com certeza a deixaríamis antes que a morte se propusesse a fazer isso."

Por isso amigo, antes de defender qualquer causa e mergulhar de cabeça verifique se sabe nadar, ou se pelo menos tem bóia.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Cabana


Gente alguém já pensou em como seria encontrar com Deus? E se esse seu encontro tivesse sido marcado por alguém que você amava muito e que perdeu de uma forma trágica?

Esse é o grande mistério que A Cabana, livro de William P. Young propõe ao leitor. Mas não se trata apenas de um encontro com Deus, na cabana ainda estão presentes Jesus e o Espírito Santo. Mas se você pensa que é simples assim, as 3 pessoas do Espírito Santo se mostram de forma totalmente diferente de como nós, ocidentais cristãos os concebemos.

Escrito de uma forma totalmente emocionante e vibrante, A Cabana é um daqueles livros que a gente, que gosta de leitura, não pode deixar de ler.

sábado, 17 de julho de 2010

Parabéns Cuité minha cidade querida...

242 anos de fundação da minha cidade querida. Cuité. Engraçado estar escrevendo isso aqui nesse espaço. Explico o engraçado: é que à época de minha formação queria mais era concluir logo os estudos para ir morar fora. Hoje, depois de parte dos estudos concluídos vi o quanto enganado eu estava. Cuité é minha cidade, a cidade que escolhi para viver; a cidade que amo.
Parabéns Cuité. Espero sinceramente que os sucessores da Prefeita Euda Fabiana tenham o mesmo amor que a atual prefeita tem por essa terra. Para cuidar, tem que amar. E Cuité está sendo cuidada de forma muito carinhosa. Nós, cuiteenses agradecemos ao carinho e ao zêlo que a Prefeita Euda Fabiana dedica à nossa cidade.
Cuité que, adormecida por 4 anos, renasce das cinzas (sim das cinzas mesmo) para novamente se destacar entre as cidades da Paraíba.
São tantos presentes nesse ano e meio de nova gestão que, graças a Deus, esquecemos quando fomos notícia no Jornal Nacional. Aquelas notícias não nos interessam. Interessa notícias de desenvolvimento, de crescimento, de progresso.
Apenas alguns tolos não conseguem ver o desenvolvimento que estamos alcançando. Temos muitos problemas sim, mas também temos força e determinação para enfrentarmos e conseguirmos saná-los.
Ontem a Prefeita Euda Fabiana presenteou o município com mais umbelo gesto de carinho ao povo cuiteense. Entregou, durante a abertura dos Jogos Escolares da Paraíba, uma banda fanfarra formada por jovens cuiteenses.
O Ginásio de Esportes Waldemir de Lima recebeu um público extraordinário. Todos na ansiedade de ver a estréia da Banda Fanfarra Dona Domitila. E o público não ficou decepcionado. Do contrário, ficou extasiado. Foi um show de música, beleza, dança, brilho, elegância, luxo e simpatia. Do jeito que, nós Cuiteenses gostamos.
O público assistia encantado. A multidão ficou em silêncio para ver e ouvir a NOSSA banda fanfarra.
Pela primeira vez, o povo de Cuité, pode aplaudir cuiteenses ricamente vestidos em vermelho, preto e dourado integrando uma Banda Fanfarra. Aquele sentimento de que falta algo nas aberturas dos Jogos, onde desfilavam fanfarras de Jaçanã, Picuí, João Pessoa, já faz parte do passad0.
Ontem, aconteceu algo inédito. ONTEM FOI A FANFARRA DE CUITÉ.
Parabéns Cuité, parabéns Prefeita Euda e toda a equipe que propiciou mais essa grande conquista.
Temos que agradecer a Prefeita Euda que devolveu, na noite de ontem o orgulho de sermos cuiteenses. Muito obrigado.
Parodiando Wallyson Zamir: "Essa é Cuité lugar bom pra se viver, vem ser feliz agora é um tempo novo, uma nova cidade do jeito que eu sonhei, nossa Cuité, patrimônio do povo".

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre o nada...


Algumas coisas acontecem de vez em quando. Poucas aliás. Quantas vezes você deu importância ao por do sol? Estava ocupado demais para perder tempo com isso. Ou quantas vezes você viu o nascer do sol? Estava cansado demais para acordar cedo.

Coisas que nos acontecem todos os dias, mas que não temos palavras para explicar a magnitude desses espetáculos. Mas se nos perguntarem sobre Brunos, Copa do Mundo ou a vida do vizinho, ah! disso sabemos falar. Somos capazes de fazer relatórios sobre isso.

E se perguntar: Vamos falar sobre o nada? Qual a sua resposta amigo leitor desse blog?

E então começamos a pensar sobre o nada.

Zero vale nada? Uma nota zero em um prova significa que você não fez NADA naquela prova?

Imagine a situação: Você em casa, deitado em sua cama, sem pensamentos. Alguém chega e pergunta: Estás fazendo o quê? Aí você responde: NADA. Realmente você nao estava fazendo nada?

Uma outra situação: Uma pessoa totalmente cheia de problemas que tem dificuldade em desabafar. Você percebe que ela está terrivelmente transtornada; pergunta a ela o que ela tem; como resposta você recebe um NADA.

Quando uma pessoa diz que não tem NADA a dizer, pode ir atrás que você conseguirá um discurso quase que interminável a respeito do que essa pessoa não queria falar.

Para concluir: Uma pessoa atéia diz que não acredita em NADA.

Esse NADA realmente é um substantivo totalmente CHEIO de significados. Lacan já dizia: Mesmo que o ser humano utilize todas as palavras do dicionário, mesmo assim ainda é incapaz de expressar o que sente. Pura verdade.

Assim é o nada. E se pensarmos que entre o NADA e o TUDO não existe distância. Quem quer fazer TUDO quase sempre termina sem concluir NADA. Quem NADA faz sempre termina realizando TUDO a que se propôs, ou seja, NADA.

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